2009
Lateral Kléber revê a Vila Belmiro
categoria (Futebol) by abelhudo em 26-08-2009
Contra o tabu de nunca ter vencido o Santos na Vila Belmiro, o Internacional conta com a experiência dos cinco anos em que o lateral-esquerdo Kléber defendeu o rival para conseguir dar fim ao ingrato jejum nesta quarta-feira, às 21h.Será o primeiro encontro do jogador com a torcida santista desde sua saída do clube, em janeiro, quando teve seus direitos vendidos à DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e repassado para o clube gaúcho.Conhecedor das dificuldades impostas pelo Peixe aos rivais dentro de seus domínios, Kléber tem a fórmula para que o Inter consiga o triunfo.– Sei que jogar na Vila é difícil. Todo time que for para jogar com muito respeito, ficar muito atrás e quiser só marcar vai sofrer. Vamos ter de jogar e muito para vencer o Santos. Teremos de superar as dificuldades que vamos encontrar – diz o lateral, em entrevista exclusiva ao L!.A saída do Santos ainda está na cabeça do jogador. Embora comedido nas palavras, Kléber não esconde a insatisfação por ter sido quase que coagido a aceitar uma transferência no início do ano. Exatamente por isso, acredita que será bem recebido pelos santistas.– Estou louco para saber como será o reencontro. Por mais que possa ouvir vaias, acho que não serão de mágoa. Não foi uma coisa que eu procurei. Foi a diretoria do Santos que quis. Como profissional, segui minha vida – conta.Hoje à noite, Kléber retorna ao palco que o levou para a Seleção, onde já não está mais. Inspirações e recordações que podem deixar a torcida santista preocupada.Confira na íntegra a entrevista exclusiva com o lateral-esquerdo:L!: Como você projeta esse reencontro com a Vila Belmiro? O quanto pode te ajudar o fato de ter jogado muito tempo no Santos?A expectativa de retornar à Vila Belmiro é grande. Estou louco para saber como será esse reencontro. O que pode ajudar é que sei que jogar ali é muito difícil. Todo o time que for para a Vila e ficar com muito respeito, ficar muito fechado, apenas marcando, vai sofrer. Provamos que conseguimos jogar e marcar também. Precisamos de uma vitória assim como o Santos também.
L!: Por tudo o que você viveu no Santos e aprendeu com a Vila, o que um time deve fazer para bater o Peixe dentro de sua casa, coisa que o Inter ainda não conseguiu?Temos de jogar e muito. O Santos na Vila é muito grande. Por mais que a Vila não esteja sempre lotada como quando o Santos joga no Pacaembu, o público na Vila ajuda muito o Santos. Teremos de superar todas essas dificuldades e saber que será um jogo decisivo para as duas equipes. Se jogarmos com personalidade conseguiremos sair da Vila com a vitória.
L!: Você guarda alguma mágoa com a saída do Peixe? Na época em que você saiu, muita gente viu que o seu desejo era o de permanecer. Acha que será bem recebido pelos torcedores?Não vejo nenhum problema com os torcedores do Santos. Por mais que eu possa ter de ouvir algumas vaias, sei que não é uma coisa que eles vão fazer com mágoa minha por ter deixado o clube. Até porque, não foi uma coisa que eu procurei, que eu tenha feito. Foi a diretoria do Santos que fez. Eu como profissional continuei a minha vida, e o Santos a dele. São coisas normais. Não tenho frustração ou mágoa com ninguém.
L!: Por falar em frustração, mais uma janela internacional está se fechando e você continua no Brasil. Você tinha o desejo de sair agora? Ficou frustrado?Não. No ano passado, eu queria mesmo ter saído. Mas nesse ano aqui, não sei se vocês acompanharam minhas entrevistas pelo Inter, eu disse que não queria sair, e que pretendia ficar aqui o ano inteiro.
L!: Como você tem visto as saídas de jogadores importantes do elenco? A diretoria tem se esforçado para contratar jogadores de renome…É um clube que se planeja, né? Não é por menos que tem tantos sócios. É um planejamento que vem dando certo. O Internacional não mete os pés pela cabeça e faz as coisas de acordo com a necessidade em cada ano. Assim como fez com Nilmar e Alex, fará com o Sandro se ele sair. O clube se preparou, montou plantel grande para que quando isso acontecesse não sentisse tanto.
L!: O quanto acha que o Inter fica mais forte com o Edu e com o Fabiano Eller?São jogadores que dispensam comentários. O Edu é um grande atacante e o Fabiano Eller é um cara que tive o prazer de trabalhar no Santos e que já teve boa passagem pelo Inter. São jogadores que podem nos fortalecer ainda mais e ajudar o clube a conquistar o título do Brasileirão no seu centenário.
L!: Você perdeu espaço na Seleção Brasileira. Ainda sonha com a Copa do Mundo ou acha que está descartado?Meu pensamento hoje é extremamente no Inter. Fazendo bem o meu papel aqui estarei sendo visto novamente. Se o treinador achar que deve convocar, ele sabe como pode e deve me utilizar. Caso contrário, vou torcer para que o Brasil possa jogar bem como sempre fez desde que o Dunga chegou.
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